Palavras do Rabino Pablo Berman
Shabat Parashat Shemini
A leitura do Shabat da Torá será
Parashat Shemini. Um texto célebre porque inclui nos seus capítulos tudo aquilo
ligado aos alimentos e animais que podemos consumir, ou seja, Kasher, e aqueles
que não são kasher, que não podemos consumir, porque não apresentam alguma das
caraterísticas que deve ter um animal para poder ser consumido de acordo com as
leis de Kashrut. Casco fendido, ruminante, e a proibição de consumo do sangue
do animal. E, sem dúvida, o fato que não pode sofrer na hora de ser abatido.
Em um mundo cada vez mais vegetariano e vegano, não vou dizer para vocês que a Torá tenta persuadir as pessoas a não comer carne. A Torá não é vegana. Talvez antes de Noach (Noé) o texto convida (como Deus, no Jardim do Éden) a que os primeiros seres humanos consumam só vegetais e frutas, mas isso mudou depois do dilúvio universal. E ligado com os alimentos vejamos um Midrash do texto Mechilta de Rabbi Ishmael.
“Ve laktu dvar iom veiomo” “O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia” está escrito na Torá no Livro de Shmot (Êxodo 16). Relata o texto quando no percurso do deserto o povo devia sair a recolher o Maná que caía desde os céus e o povo se alimentava. E os rabinos como sempre se perguntam, porque diz o texto da Torá “iom veiomo”. Ou seja, porque repete a palavra “iom” “dia” seria suficiente dizer uma vez só. Mas temos algo muito importante nessa ideia de recolher cada dia. Dia por dia. Explica então Rabbi Eleazar Hamodai: toda pessoa que hoje tem para comer e diz “o que vou comer amanhã” essa pessoa tem confiança pobre, insuficiente, escassa em Deus. Claro que não é ficar esperando hoje em nosso mundo que a comida (sustento) vai cair dos céus. O texto diz “sairá a recolher” tem que sair. Não pode ficar quieto. Em tempos de coronavírus e da necessidade de ficar em casa, as últimas semanas foram muito difíceis para muitas famílias, e as próximas possivelmente também serão. Mas não podemos perder a confiança em Deus, e no ser humano que deve estar aí estendendo e abrindo a sua mão para aquele que precisa de ajuda nessas horas. Como membros de uma Kehiló nós sabemos muito bem disso, e como agir nesses tempos complexos.
Em um mundo cada vez mais vegetariano e vegano, não vou dizer para vocês que a Torá tenta persuadir as pessoas a não comer carne. A Torá não é vegana. Talvez antes de Noach (Noé) o texto convida (como Deus, no Jardim do Éden) a que os primeiros seres humanos consumam só vegetais e frutas, mas isso mudou depois do dilúvio universal. E ligado com os alimentos vejamos um Midrash do texto Mechilta de Rabbi Ishmael.
“Ve laktu dvar iom veiomo” “O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia” está escrito na Torá no Livro de Shmot (Êxodo 16). Relata o texto quando no percurso do deserto o povo devia sair a recolher o Maná que caía desde os céus e o povo se alimentava. E os rabinos como sempre se perguntam, porque diz o texto da Torá “iom veiomo”. Ou seja, porque repete a palavra “iom” “dia” seria suficiente dizer uma vez só. Mas temos algo muito importante nessa ideia de recolher cada dia. Dia por dia. Explica então Rabbi Eleazar Hamodai: toda pessoa que hoje tem para comer e diz “o que vou comer amanhã” essa pessoa tem confiança pobre, insuficiente, escassa em Deus. Claro que não é ficar esperando hoje em nosso mundo que a comida (sustento) vai cair dos céus. O texto diz “sairá a recolher” tem que sair. Não pode ficar quieto. Em tempos de coronavírus e da necessidade de ficar em casa, as últimas semanas foram muito difíceis para muitas famílias, e as próximas possivelmente também serão. Mas não podemos perder a confiança em Deus, e no ser humano que deve estar aí estendendo e abrindo a sua mão para aquele que precisa de ajuda nessas horas. Como membros de uma Kehiló nós sabemos muito bem disso, e como agir nesses tempos complexos.
